Um comentário por um emprego. Será que eles se equivalem? O pior é que sim. Isso aconteceu com um jornalista de São Paulo. Tudo porque ele criticou a Veja, revista que ele trabalha, pelo Twitter.
Tudo bem que o microblog é um espaço livre para as pessoas resumirem suas ideias em 140 caracteres e todo mundo é livre pra escrever o que quer. Mas, a partir do momento que você envolve o seu lado profissional as coisas complicam.
Uma coisa era o jornalista não gostar da matéria (como não gostou) e comentar entre amigos, entre jornalistas. Outra coisa é ele publicar na rede esse comentário (como ele fez). Querendo ou não, ele também faz parte dessa empresa e hoje ele critica para amanhã ser criticado.
Ao meu ver é preciso manter postura diante do seu emprego. Qual é a empresa que precisa de um empregado que fala mal dela? É obvio que qualquer empresa que pegasse seu funcionário criticando e falando mal, assim como foi no caso, iria providenciar a demisão.
É preciso ter sensibilidade para enxergar que por mais que a pessoa defenda a liberdade de expressão ela deve ser pensada, analisada e avaliada para saber qual o melhor momento de ser divulgada.
Querido colega de profissao, me desculpe, mas você bobiou e dançou.
terça-feira, 25 de maio de 2010
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Celebridades e celebridades...
Celebridade que se preze tem uma página na internet. Seja para manter contato com os fãs, seja para se mostrar mais ainda ou simplesmente divulgar trabalho. Mas, existem celebridades e celebridades.
O estudioso Alex Primo levantou o assunto em debate em um artigo publicado. Ele aponta a existência de celebridades DA blogosfera e NA blogosfera. Para Primo, não se pode equiparar o trabalho de blogueiros independentes com o papel mercadológico de celebridades midiáticas. Para os primeiros, a interação com seus pares ou mesmo a relevância de seus blogs em seus círculos (renome) podem ser suficientes. Já a celebridade só ganha sentido em sua vinculação com a mídia massiva e a indústria do consumo.
Eu vejo essa diferença da seguinte forma. A internet pode sim promover celebridades, exemplo disso é o LucasCelebridade e Cleyciane. Ambos ficaram conhecidos por publicarem posts engraçados, diferentes e átipos no seus blogs. Ganharam seguidores e repercussão, mas não passaram disso. Só são conhecidos na internet, no Twitter. Podem ser classificados como celebridades DA blogosfera.
Agora a internet pode ser uma ótima ferramenta para as celebridades já existentes, aquelas que são idolatradas por pessoas seja por atuarem em novelas, cantarem musicas ou seja lá qual for seu dom.
Essas celebridades aproveitam a abrangência da rede para se aproximar do público, para lançar propagandas, lançar produtos, vender CDS, divulgar shows. Exemplo disso é o twitter do jornalista William Bonner, que era usado para se aproximar do público e mostrar um Bonner que pouca gente conhece: brincalhão, palhaço, piadista.
Outro exemplo é a página de atores como Fernanda Paes Leme, Bruno Gagliasso que acabam usando o espaço para divulgar seus trabalhos (peças, filmes), fazer promoções de sorteio de camarim e etc. Ou então o perfil de cantores como a Sandy, que usa o twitter para divulgar seus passos junto aos fãs e lançar o novo cd, a nova musica, sua agenda.
Mas não é só no twitter que essas celebridades externas se firmam. Elas também aparecem em blogs, espaços as vezes utilizados para mostrar um pouco da intimidade do artista, como é o caso do blog da atriz Cleo Pires.
Exemplos como esses mostram que há uma diferença entre a celebridade da blogosfera (aquela que se firma e se forma na rede) e a celebridade na blogosfera (aquela que se aproveita no meio para se promover mais ainda.).
É minha avaliação.
Eu vejo essa diferença da seguinte forma. A internet pode sim promover celebridades, exemplo disso é o LucasCelebridade e Cleyciane. Ambos ficaram conhecidos por publicarem posts engraçados, diferentes e átipos no seus blogs. Ganharam seguidores e repercussão, mas não passaram disso. Só são conhecidos na internet, no Twitter. Podem ser classificados como celebridades DA blogosfera.
Agora a internet pode ser uma ótima ferramenta para as celebridades já existentes, aquelas que são idolatradas por pessoas seja por atuarem em novelas, cantarem musicas ou seja lá qual for seu dom.
Essas celebridades aproveitam a abrangência da rede para se aproximar do público, para lançar propagandas, lançar produtos, vender CDS, divulgar shows. Exemplo disso é o twitter do jornalista William Bonner, que era usado para se aproximar do público e mostrar um Bonner que pouca gente conhece: brincalhão, palhaço, piadista.
Outro exemplo é a página de atores como Fernanda Paes Leme, Bruno Gagliasso que acabam usando o espaço para divulgar seus trabalhos (peças, filmes), fazer promoções de sorteio de camarim e etc. Ou então o perfil de cantores como a Sandy, que usa o twitter para divulgar seus passos junto aos fãs e lançar o novo cd, a nova musica, sua agenda.
Mas não é só no twitter que essas celebridades externas se firmam. Elas também aparecem em blogs, espaços as vezes utilizados para mostrar um pouco da intimidade do artista, como é o caso do blog da atriz Cleo Pires.
Exemplos como esses mostram que há uma diferença entre a celebridade da blogosfera (aquela que se firma e se forma na rede) e a celebridade na blogosfera (aquela que se aproveita no meio para se promover mais ainda.).
É minha avaliação.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Sancio.. o quê mesmo?
Você, com certeza já escutou, leu ou ouviu a seguinte frase nos jornais: "a lei ainda falta ser sancionada pelo prefeito, governador, presidente." Mas algum dia você parou para perguntar o que é sancionar uma lei? Pois é, é por esse e outros motivos que as leis não são respeitadas. As pessoas nem sabem seus significados! Um ou outro cidadão pode até saber o que elas significam, mas e a grande maioria? E a massa que a comunicação tenta tanto atingir?
Para que as pessoas comecem a atender as leis e o que elas representam em termo de direito e dever pro cidadão é preciso que o português seja mais claro. A mídia deve assumir um papel importante no sentindo de esclarecer essas leis. Deveria-se dar mais espaço para quadros, matérias e entrevistas que falem sobre isso. Quando citada em alguma matéria, a lei deve ser explicada até que seja entendida. Informação nunca é demais, ainda mais quando ela mexe com a realidade de muita gente.
Para fazer valer as leis que regem este país é preciso que elas primeiro sejam entendidas. Por isso, para fazer valer o que defendo deixo abaixo uma explicação sobre o significado de sancionar uma lei.
Sancionar uma lei quer dizer aprovar, fazer valer. Para que isso aconteça, é preciso que a autoridade responsável (prefeito, governador, presidente) assine a lei e a publique no Diário Oficial.
Diário Oficial é uma publicação na qual são publicadas as leis, licitações, atas de plenário e todas as demais atividades de uma divisão administrativa brasileira. São publicados Diários Oficiais da Presidência da República, de cada governo estadual, e de cada município. Algumas localidades os disponibilizam, de forma integral, na Internet (no Pará isso é possível).
segunda-feira, 3 de maio de 2010
"Transitação"
Exatos sete dias da decisão judicial que proibiu a circulação de veiculos pesados por algumas das principais vias de Belém no horário de 6 da manhã as 9 da noite. E o que se percebe? Nada, não se percebe nada. Os caminhões continuam circulando livremente pelas ruas da cidade, prejudicando trânsitos em ruas pequenas, parando em qualquer lugar para fazer descarga e andando em câmera lenta por conta do peso que carrega. Mais uma vez provou-se: lei, no Brasil, foi feita para ser descumprida. Tá, tudo bem que a prefeitura tem 30 dias para se adaptar a essa nova realidade, exigida por lei diga-se de passagem, mas a verdade é que a Ctbel (orgão competente para o caso) também não faz o minimo esforço de buscar soluções para o caos. O máximo que conseguimos perceber foi, logo depois que a saiu a decisão, uma força tarefa de conscientação. Mas do que adianta se entra e sai caminhoneiro dessa cidade o tempo todo? O cara que pegou a informação ontem não o mesmo que chega hoje pela BR316 transportando produtos, bens e serviço. Das duas ou uma: ou a prefeitura vai esperar para se adequar na véspera do fim do prazo ou vai fazer descaso da situação, assim como vários outros problemas da cidade que ganharam força na justiça (ex. garantia do lei para crianças especiais, melhorias na saúde pública e etc.)
O que nos resta, falando como cidadã, motorista e divulgadora de informação, é esperar...
sentado.... no banco do carro no meio do inferno astral que é o trânsito do Entroncamento.
O que nos resta, falando como cidadã, motorista e divulgadora de informação, é esperar...
sentado.... no banco do carro no meio do inferno astral que é o trânsito do Entroncamento.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Antes de mais nada, entenda:
Eu amo a profissão que escolhi, mas mesmo assim me pergunto que profissão é essa?
Será que se faz jornalismo ou se vende?
A arte de informar, comunicar, formar opinião, uma arte muito bem definida pelo romancista colombiano Gabriel Garcia Márquez: “Ninguém que não tenha sofrido a paixão insaciável do jornalismo pode conceber, sequer, o que é essa palpitação sobrenatural da noticia, o orgasmo das primícias, a demolição moral do fracasso”.
Hoje em dia correr atrás de noticia é correr atrás dos interesses, principalmente políticos, dos donos das empresas, e isso não é exclusivo do estado muito menos do Brasil. É algo que vai muito alem de todo e qualquer bastidor da noticia.
Muito sabiamente, Ricardo Noblat falou em seu livro: “Só existem 2 tipos de jornalistas: o venal e o honesto. O venal fica rico. O honesto vive sendo demitido e morre pobre.”
Um erro comum à maioria das fontes e generalizando entre os jornalistas é confundir o que deve acontecer com o que deseja que aconteça. A neutralidade do jornalista diante de um fato é uma utopia a ser perseguida sem descanso.
Para se contar uma historia com objetividade deve-se partir de um ponto de vista. Mas da onde se tira esse ponto de vista? De quem os escreve com certeza não.
O dia que deixarem os jornalistas exercerem sua profissão, com a liberdade de expressão começando dentro dos seus próprios empregos, teremos um país informado de fato e uma população mais esclarecida e apta a escolher de verdade o futuro que ela mesma viverá.
A informação manipulada é o mais poderoso meio de controle das consciências jamais inventadas pelo homem.
“Se não serve para esclarecer, alertar, forjar consciências e contribuir para a construção de um mundo menos injusto e desigual, para que serve mesmo o jornalismo?” (Noblat)
Será que se faz jornalismo ou se vende?
A arte de informar, comunicar, formar opinião, uma arte muito bem definida pelo romancista colombiano Gabriel Garcia Márquez: “Ninguém que não tenha sofrido a paixão insaciável do jornalismo pode conceber, sequer, o que é essa palpitação sobrenatural da noticia, o orgasmo das primícias, a demolição moral do fracasso”.
Hoje em dia correr atrás de noticia é correr atrás dos interesses, principalmente políticos, dos donos das empresas, e isso não é exclusivo do estado muito menos do Brasil. É algo que vai muito alem de todo e qualquer bastidor da noticia.
Muito sabiamente, Ricardo Noblat falou em seu livro: “Só existem 2 tipos de jornalistas: o venal e o honesto. O venal fica rico. O honesto vive sendo demitido e morre pobre.”
Um erro comum à maioria das fontes e generalizando entre os jornalistas é confundir o que deve acontecer com o que deseja que aconteça. A neutralidade do jornalista diante de um fato é uma utopia a ser perseguida sem descanso.
Para se contar uma historia com objetividade deve-se partir de um ponto de vista. Mas da onde se tira esse ponto de vista? De quem os escreve com certeza não.
O dia que deixarem os jornalistas exercerem sua profissão, com a liberdade de expressão começando dentro dos seus próprios empregos, teremos um país informado de fato e uma população mais esclarecida e apta a escolher de verdade o futuro que ela mesma viverá.
A informação manipulada é o mais poderoso meio de controle das consciências jamais inventadas pelo homem.
“Se não serve para esclarecer, alertar, forjar consciências e contribuir para a construção de um mundo menos injusto e desigual, para que serve mesmo o jornalismo?” (Noblat)
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